A fila do SUS tem duas causas: uma que aparece e outra que ninguém vê. A que aparece é a falta de estrutura no hospital. A que ninguém vê é a prevenção que não aconteceu anos antes.
Doença evitada não entra na fila. Quando a atenção primária funciona — com vacina, acompanhamento, saúde bucal, pré-natal e controle de diabetes e pressão —, o hospital deixa de receber o que poderia ter sido resolvido bem antes.
Prevenção na ponta custa menos e evita sofrimento.
O problema é que prevenção não rende foto de inauguração. Por isso costuma ser a primeira a perder financiamento — e a que mais falta faz.
Fortalecer e fiscalizar a atenção primária é a forma mais inteligente de reduzir fila: com meta pública, recurso rastreado e resultado medido.
