Trajetória na saúde pública
Uma vida dedicada ao cuidado, à prevenção e à saúde pública com resultado.
Conheça a trajetória de Germana na construção de uma odontologia pública mais preventiva, humanizada, inclusiva e especializada — da escola ao hospital.
- 30 anos de dedicação
- Desde 2002
- Rio das Ostras
Linha do tempo
Uma trajetória construída na prática
Marcos de uma atuação que começou na sala de aula e chegou ao centro cirúrgico — sempre com prevenção, planejamento e cuidado.
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2002
Início no serviço público
Servidora pública em Rio das Ostras, atuando na saúde bucal municipal.
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Primeiros anos
Projeto Sorridente ampliado
Prevenção desde a infância, levada a escolas e creches.
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Saúde na Escola
Prevenção no ambiente escolar
Ações preventivas e restaurações atraumáticas (ART) dentro das escolas.
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Gestantes e bebês
Educação e Saúde para Gestantes e Bebês
Programa que conecta gestação, nascimento e os primeiros cuidados.
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Atenção especializada
Serviços ampliados no SUS municipal
Canal, periodontia, odontopediatria e outras especialidades na rede pública.
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Ortodontia pública
Programa municipal de ortodontia
Tratamento gratuito para crianças e adolescentes.
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Cirurgias orais
Programa de Cirurgias Orais Menores
Procedimentos cirúrgicos ambulatoriais na própria rede.
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Hospital Municipal
Cirurgia Bucomaxilofacial
Serviço implantado no Hospital Municipal Naelma Monteiro.
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Inclusão
Atendimento a pessoas com deficiência
Cuidado específico e seguro para pacientes com necessidades especiais.
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Melhor idade
Sorrir na Melhor Idade
Acolhimento, avaliação e reabilitação protética para os idosos.
Onde tudo começou
Há 30 anos, Germana dedica sua vida ao cuidado das pessoas. Em 2002, iniciou sua atuação no serviço público de Rio das Ostras, quando o município tinha cerca de 40 mil habitantes e a saúde bucal escolar se resumia a um pequeno programa de prevenção — o Projeto Sorridente.
Foi dessa base simples que nasceu um trabalho de anos para ampliar e transformar a odontologia pública municipal: mais preventiva, mais próxima da população e pensada para durar.
A saúde bucal chega às escolas
O primeiro território de transformação foi a escola. As ações preventivas foram levadas às escolas municipais, a uma escola estadual e às creches, com escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor e restaurações atraumáticas (ART) feitas no próprio ambiente escolar.
As crianças em situação de urgência eram identificadas e encaminhadas para atendimento nas unidades de saúde. A escola deixou de ser só sala de aula: virou porta de entrada para o cuidado.
Cuidado desde a gestação
Prevenir cedo é cuidar melhor. Foi criado um Programa de Educação e Saúde para Gestantes e Bebês, com acompanhamento até os 24 meses de vida.
Da gestação aos primeiros dentes, as famílias eram orientadas e as crianças entravam no programa de odontopediatria, garantindo a manutenção preventiva da saúde bucal desde o início da vida.
Educação em saúde nas unidades
O tempo de espera nas unidades foi transformado em oportunidade. Enquanto aguardavam atendimento, os pacientes recebiam orientação sobre prevenção, higiene bucal e hábitos saudáveis.
Uma forma simples e de baixo custo de levar educação em saúde para quem mais precisa — aproveitando cada minuto de contato com a população.
Um atendimento que foi ficando mais especializado
À medida que a rede crescia, novos serviços foram ampliados: tratamentos de canal, periodontia, odontopediatria e outras especialidades passaram a ser oferecidos na própria rede pública municipal.
Cada nova especialidade aproximava o cuidado da população e reduzia a distância entre o problema e a solução.
Ortodontia pública para crianças e adolescentes
Um dos programas mais inovadores da época foi a ortodontia pública municipal. Crianças e adolescentes — sobretudo entre 12 e 16 anos — eram identificados nas escolas e passavam a ter acesso gratuito ao tratamento ortodôntico.
Mais do que alinhar dentes, o programa devolvia autoestima, confiança e desenvolvimento a quem dificilmente teria acesso a esse cuidado.
Das cirurgias orais ao hospital
O cuidado avançou também para a cirurgia. Foi criado o Programa de Cirurgias Orais Menores — extração de terceiros molares, remoção de cistos mandibulares e outros procedimentos ambulatoriais.
E, no Hospital Municipal Naelma Monteiro, foi implantado o serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial, com cirurgias eletivas às quintas-feiras — ampliando o acesso à média complexidade e reduzindo a necessidade de encaminhar pacientes para outros municípios.
Inclusão: cuidar de quem mais precisa
Cuidar de verdade é cuidar de todos. Um atendimento específico foi estruturado para pessoas com deficiência e pacientes com necessidades especiais.
O cuidado era feito de forma ambulatorial e, quando necessário, sob anestesia geral, em sessão única — com segurança, conforto e dignidade.
Reabilitação oral e a Melhor Idade
Devolver o sorriso é devolver qualidade de vida. O acesso a próteses dentárias foi ampliado, recuperando a função mastigatória e a autoestima de muitas pessoas.
Para os idosos, nasceu o projeto Sorrir na Melhor Idade, com atendimento aos sábados, avaliação clínica, acompanhamento permanente e reabilitação protética.
Um trabalho de equipe
Nada disso se faz sozinho. Todo esse avanço foi resultado do trabalho integrado das equipes de saúde — médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários.
Foram anos de ações de saúde da criança, saúde da mulher, combate ao tabagismo e promoção da saúde. A rede municipal funcionando de forma coordenada foi o que tornou o cuidado possível.
Um modelo de saúde construído com propósito.
Mais do que implantar programas, Germana ajudou a construir um modelo de saúde bucal baseado na prevenção, na inovação, na inclusão e no respeito às pessoas.
Essa trajetória demonstra que é possível oferecer saúde pública de excelência quando há planejamento, compromisso, equipe técnica e dedicação real à população.