Quando se fala em segurança, quase sempre se pensa no fim da linha: polícia, prisão, operação. Tudo isso importa. Mas há uma frente mais barata e muitas vezes mais eficaz: evitar que o jovem entre no crime.
Escola, esporte, cultura, primeiro emprego e presença do Estado em territórios vulneráveis são ferramentas de segurança. Onde o jovem tem caminho, o crime tem menos recruta.
Prevenção também é política de segurança.
Prevenção não substitui a polícia — soma com ela. E costuma ser a primeira a ficar sem financiamento, justamente por não render manchete.
Defender e fiscalizar programas de prevenção para a juventude é investir na segurança que começa antes da tragédia.

